O grande desafio das futuras gerações é a erradicação da miséria e da fome em todo o globo terrestre, antes mesmo que se tenha de declarar o caminho sem volta, agravado pelo desprazer absoluto de um urgente racionamento de água potável em nosso planeta.
A população insolentemente criminosa da qual não somos egressos, tem o dever de, não só estimular como promover o desenvolvimento realmente sustentável, promovendo uma mudança de visão e de atitudes, vivenciando e demonstrando, ou optando por nada fazer, exatamente como sempre fizeram os nossos tão despreocupados antecessores, a se prostrar sentados “num trono de um apartamento com a boca escancarada, cheios de dentes, esperando a morte chegar“, deixando a casa cair.
Sabe-se, contudo, que na atualidade, alguns educandos se ajeitam à revelia da moral, só pelo prazer da rebeldia gratuita, para fazer parte do clube dos diferentes que por ele ninguém responde (só os hormônios mais animados?), o que pode proporcionar prazeres “inexplorados”, como o de estar vencendo sozinhos, contrapondo-se a necessidade coletiva mas a vitória do próprio egoísmo.
Mas isso aí, meu caro, minha cara, começou das nossas próprias mãos, pais e professores desatentos, imprudentes e negligentes, que a título de não fazerem nossos amados passarem por “constrangimentos”, que poderiam violentá-los, deixando traumas psicológicos irreparáveis (?!) com um simples “não”, seguimos exacerbando a nossa proteção para lograr nossa liberdade de escolher o caminho deles. É evidente que não trato aqui de nenhuma forma de violência, mas de atenção. Um simples “não” na hora certa, que muita gente aí se abstém de fazer, não pode machucar mas entregar-se à complacência ou ao comodismo, pode ocultar desprazeres. Educar dá muito trabalho. E como! Errar é humano, indiscutívelmente, mas reparar é uma ação divina e, acertar de primeira provavelmente sagrado, mas vejo como possa ser tão saudável. A queda é pertinente mas a atitude de levantar, só fortalece.
- As boas notas da escola devem caber aos nossos filhos e, por favor! Para que as melhores referências caibam a eles, destacando-se dos demais, esses nossos adoráveis protegidos – pensam muitos pais acerca do seu plano de competitividade. Fabricam homens e mulheres problemáticas.
A falsa educação delapida essas pedras “quase brutas”, porém muito preciosas para deixá-las aí “soltas” a comprometerem-se mesmo com a demanda dos seus próprios bolsos e ambições diversas, no afã de construir seus pequenos mundinhos. Nada disso se parece conosco, não é?
Contemplamos agora o resultado de anos de discursos improdutivos sobre o meio ambiente porque estes não vazaram dos centros acadêmicos para o mundo em busca de solução imediata, em tempo de reconstruir a vida para as centenas de gerações futuras. Num retardo de consciência, adentramos um futuro de incertezas quase absolutas. Tudo em face do nosso egoísmo e falta de ações como a de arregaçar as mangas daquele paletó, cuidadosamente engomado, para superar seus próprios títulos acadêmicos enquanto homens ou soldados da terra. Enquanto isso analfabetos, semianalfabetos e silvícolas instruídos ou não, se movimentavam intuitivamente seu reconhecimento a vida, ou ainda desmatando desordenadamente em busca dos prazeres aprendidos dos mundos capitalistas.
A natureza não dá saltos e nos ensina que um pé necessita do outro para o perfeito caminhar, que uma mão é infinitamente mais eficiente ao receber o apoio da outra.
Os alertas ecoaram além das fronteiras internacionais, mas quase não se deu ouvidos. E aí, continuamos a barbarizar a natureza, destruindo e construindo no jogo do atraso, que não é de um jogo de console, onde se pode voltar à fase inicial, revendo novas estratégias sem sofrer perdas e danos.
Agora, nem podemos mais esperar conseqüências funestas, mas abreviamos que não haverá vingança da natureza, mas uma refazenda. Ela que sempre entulha, se ajeita, se modifica, apesar da agonia, esboçando a muito tempo, sinais de reações catastróficas, pois que, como todo doente mal pensa quando a dor persiste, abalando faculdades mais profundas, ficamos no “salve-se quem puder” em respeito as leis que governam o universo.
Acredito que ainda é hora de interagir com o planeta passando a melhor compreendê-lo, usando nossa massa encefálica viciada em porcarias a entender também que não estamos aqui de passagem. E assim, com sorte, ainda teremos tempo para refletir, para reavaliar, para resignificar os valores, reconhecendo que a humanidade é nossa grande família, porque a Terra não espera que sejamos graduados ambientalistas ou economistas para respondermos sobre assunto interesse universais. Abraçar a nossa nave-mãe e irmãos de toda lida, com carinho e disposição para desenvolver sacrifícios necessários e urgentes, reprojetando o mundo para a metas de sobrevivência e a fim de evitarmos todos, um infarto fatal planetário, um colapso já antes previsto! Congelar a corrida energética e armamentista descabidas, acentuar esforços até a culminância da paz e do equilíbrio, sem medo, sem sofrer de afasia, também abominando idéias de criação de novos potenciais bélicos que nunca fizeram muito, como pensam os radicais, mas desviaram recursos de importantes projetos e investimentos significativos de interesses sociais.
-É como vejo um canhão, um revólver... Nada de belo ou interessante senão um flagrante instrumento de morte, de oposição à vida, de atraso, de sofrimento e falsa proteção.
Nada acontecerá de bom se não despojarmos nossa alma do egoísmo, do orgulho doente e da inveja que fomentam a miséria desde antigas civilizações, seguindo encharcados do egocentrismo exacerbado, dos podres poderes oriundos de uma pseudo-evolução!
Comprometendo-nos com uma divisão urgente dos recursos naturais que a mãe-terra dispõe a favor da vida, dando nosso quinhão com o trabalho burilador, refazendo ainda, encorajando, sem esquivar-se nunca do comprometimento social e da compaixão, por amor à continuidade da raça, por amor aos nossos filhinhos.

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