terça-feira, 27 de novembro de 2012


PORTO

Porto. 
Porta de entrada e saída das multi direções inquietantes de caminhos sinuosos. 
Das tempestades e despedidas cruéis e desesperançadas. 
Do adeus pra nunca mais ou até que um dia. 
Mas também reflete o peso da chegada dos filhos da guerra e dos peixes agoniados para dar vida aos famintos. 
Porto do afago que incendeia os corações nos deques sutis, um parto. 
É onde soam os cochichos do mar, enquanto os amantes provocam as ondas com suas línguas e suas chamas sem camas.
Os beijos infinitos à mercê da corrente, da vida de morte, dos ventos num torpe eterno. 
Um porto é uma estação sem ferrovias que lida com os mistérios do mar de arribação. 
E um arrebatamento infalível daqueles caminhos que se contempla na mente, 
Facilitado pela comunhão do som e da visão.
Mas acima de tudo, porto é sentir que a alma está acontecendo
Ali, 
Como agora.
VB

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