terça-feira, 27 de novembro de 2012


SOU SOUL


Sou negro catiço nas correntezas da visão
Arredio quanto capaz de rezar
Tácito e ao mesmo tempo fulgaz
Sou a raiz da vila
Espelho de uma vida espreitada
Não retrógrada
Sou longe, sou perto
Sou guri atrás da bola
Ligeiro no capinzal
Sou o que quem me vê, ama sem sentir
Quem não pode, nunca vê
Posto que sou pingado
Não invasivo de ferir
Não roubo a cena
Não descasco à vera
Nem descanso
Enquanto justa a mente observo
E nunca atiro
Tampouco me atiro
Pra boca do corte do lobo
Pensando que estou
A inventar o meu próprio eu
Um ser correlato da saudade
De um tempo sofisticado e vil
Honestamente intuitivo
Sigo mensageiro da minha alma
E artífice do coração.
VB

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