Você já parou para pensar o que somos diante disso tudo? Penso que micro-organismos nos campos do Senhor... Por que?
Explico: assim como existem mundos que os nossos olhos não percebem (apenas com o aparato tecnológico) sem se aprofundar, nós, humanos, construímos cidades sobre a crosta terrestre, qual como acontece em várias comunidades de expressões variadas de vida: nos arrecifes de corais, numa folha verdinha, no próprio organismo hominal, que, cheios de energias vitais ocultam das nossas percepções naturais, as peculiaridades ‘sentimentais’ de cada espécie. Levamos nós uma vida parasitária assim como as amebas, protozoários, vírus, nesse imenso azul? Engraçado que não é a primeira vez que me ocorre isto. Essa sensação me veio à tona nas vezes que tomei um avião e da janela contemplava o quanto somos pequeninos diante das grandezas infinitas do universo, o que infalivelmente me arremetia num mergulho profundo muito raras vezes experimentado. Talvez o medo tenha facilitado demais essa sensibilidade. Acho que lá de cima é que se aguçam as percepções inesperadas, desajustadas ou não. Numa visão romântica, enfatizo que somos mesmo como microrganismos no corpo de Deus.
Se assim se pode considerar, aproveito o ensejo para refletir acerca do nosso verdadeiro papel e responsabilidades diversas diante do incomensurável mundo das provas. Somos os cidadãos do mundo ainda discutindo questões pífias de liberdade, religião, paz, guerra, divisões, diferenças, em momento de êxtase num complexo ato competitivo. A abrangência do pensamento fica insuportável para um cérebro animal caminhante, limitado e ainda desconhecido das suas potencialidades.
Que mistérios há no universo que daqui a duzentos, trezentos, quinhentos anos nos serão desvendados? Sabe-se, no entanto, que nosso tempo será reconhecido pelo espetacular atraso nas praias da tecnologia e em outros campos. Pena que pelo “andar da carruagem” seguirá a humanidade emocionalmente mais pobre: é o que apontam as tendências baseadas num olhar empírico e se alguém (acho que os poetas serão os heróis do futuro) não frear isso... A relatividade, a sinestesia, a física quântica disseram um tanto, mas não tudo! Óbvio que não. Que fontes de energias hão de ser usadas para cruzar os céus e as galáxias com possibilidades nada remotas de vida? Ainda bem que tudo se transforma, nada se perde nem se desgoverna para sempre, mesmo quando as aparências indicam o contrário.
No leme, O Arquiteto do mundo sorri e trabalha pacificamente.
Valter Brito

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